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Reestruturação financeira: diagnóstico, modelo Fleuriet e plano de recuperação para empresas sob pressão de caixa

Falta de dinheiro é sintoma; a causa está na margem, no ciclo financeiro ou na estrutura de capital. Conheça o método, a base científica e os resultados de uma reestruturação bem conduzida.

A decisão em jogo

A empresa vende, trabalha muito e o dinheiro não aparece. O endividamento cresce ano após ano, os fornecedores começam a encurtar prazos e o banco reduz limites. O empresário sente que algo está errado, mas não sabe dizer se o problema é preço, custo, estoque, prazo, dívida - ou tudo ao mesmo tempo. Cortar despesas às cegas ou tomar mais um empréstimo são reações comuns; nenhuma delas é um plano.

O que é

Reestruturação financeira é o processo de diagnosticar as causas do desequilíbrio e reorganizar, de forma coordenada, resultado, capital de giro e estrutura de capital. Não se confunde com renegociar dívidas, que é apenas uma de suas frentes.

FrentePergunta centralFerramentas
ResultadoA operação gera margem suficiente?DRE gerencial, margem de contribuição por produto e cliente, ponto de equilíbrio
Capital de giroO ciclo financeiro é financiável?Modelo Fleuriet, prazos médios, política de crédito, estoques e compras
Estrutura de capitalA dívida é compatível em custo e prazo?Perfil do endividamento, cobertura de juros, alongamento e substituição de passivos
GovernançaQuem decide com quais informações?Orçamento, fluxo de caixa de 13 semanas, indicadores e rotina de gestão

O que a ciência mostra

Edward Altman demonstrou, em 1968, que um pequeno conjunto de índices contábeis - liquidez, rentabilidade, alavancagem e giro - antecipa dificuldades financeiras com anos de antecedência. O chamado Z-score inaugurou a ideia de que a crise empresarial é previsível e, portanto, tratável antes do colapso.

No Brasil, Michel Fleuriet desenvolveu, a partir de pesquisas na Fundação Dom Cabral, o modelo dinâmico de análise financeira, hoje referência nacional. Ele reclassifica o balanço em três variáveis - necessidade de capital de giro (NCG), capital de giro (CDG) e saldo de tesouraria (T) - e identifica o "efeito tesoura": quando as vendas crescem e a NCG aumenta mais rápido do que o capital de giro, a empresa passa a depender cada vez mais de crédito de curto prazo, até a ruptura. É o diagnóstico típico da empresa que "quebra crescendo".

A literatura de recuperação de empresas - Bibeault, Slatter e Lovett - descreve um padrão nas reestruturações bem-sucedidas: primeiro estabilizar o caixa; depois corrigir a operação e a estratégia; só então voltar a crescer. Pular etapas é a principal causa de recaída. E a teoria da estrutura de capital (o trade-off entre benefício fiscal da dívida e custos de dificuldade financeira, e a hierarquia de fontes de Myers e Majluf) orienta quanto e que tipo de dívida a empresa suporta.

Quando é necessária

Como a AB1 faz - passo a passo

O que a empresa recebe

Relatório de diagnóstico, plano de recuperação com metas e projeções, painel de indicadores, modelo de fluxo de caixa e acompanhamento da implantação.

Erros que custam caro

Benefícios para a empresa

Referências

Por José Antonio Bastos, administrador (CRA) e consultor financeiro da AB1.

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