AB Projetos
Consultorias
Treinamentos

Principal › Nossos serviços › Renegociação administrativa de dívidas

Renegociação administrativa de dívidas: o que a teoria da negociação e a pesquisa em finanças ensinam sobre acordos com bancos

Acordos privados custam menos que a via judicial - para a empresa e para o banco. Veja como se prepara uma renegociação com método: diagnóstico, capacidade de pagamento, proposta e condução.

A decisão em jogo

As parcelas deixaram de caber no caixa. O empresário atrasa um contrato para pagar outro, atende ligações de cobrança e teme a negativação, o protesto e a execução das garantias. Nesse momento há dois caminhos ruins - ignorar o problema ou aceitar a primeira proposta do banco - e um caminho técnico: renegociar com preparo, antes que a situação se deteriore.

O que é

A renegociação administrativa é a repactuação das dívidas diretamente com os credores, sem processo judicial: alongamento de prazos, nova carência, redução de encargos, consolidação de contratos, substituição de garantias e, em dívidas já vencidas, descontos para liquidação. É uma solução distinta - e anterior - à recuperação judicial e à extrajudicial previstas na Lei nº 11.101, de 2005.

ViaCusto e prazoEfeitos sobre a empresa
Renegociação administrativaMenor custo, semanas a poucos mesesPreserva o relacionamento bancário e a confidencialidade
Recuperação extrajudicialCusto intermediário, exige adesão de credores e homologaçãoPublicidade parcial do processo
Recuperação judicialCusto alto, prazo longo, administrador judicialPublicidade total, forte restrição de crédito novo

O que a ciência mostra

Gilson, John e Lang estudaram 169 companhias norte-americanas em dificuldade financeira e concluíram que a reestruturação privada de dívidas preserva mais valor do que o processo judicial, por ser mais rápida e ter custos diretos e indiretos menores; o acordo privado é mais provável quando há menos credores e quando a dívida está concentrada em bancos - exatamente o perfil da pequena e média empresa brasileira.

Do lado do banco, a lógica também favorece o acordo. As regras prudenciais do Banco Central obrigam as instituições a constituir provisões para perdas esperadas à medida que o atraso aumenta, o que consome resultado e capital. Um crédito reestruturado e adimplente vale mais para o banco do que um crédito em execução, com garantia a leiloar daqui a anos.

A teoria da negociação completa o quadro. Fisher e Ury, do Projeto de Negociação de Harvard, mostraram que acordos melhores nascem de interesses, critérios objetivos e do conhecimento da melhor alternativa de cada parte - a chamada BATNA. Na prática: quem chega ao banco com a demonstração técnica de quanto pode pagar, e de quanto o credor receberia sem acordo, negocia sobre fatos, e não sobre pressão.

Quando é necessária

Como a AB1 faz - passo a passo

O que a empresa recebe

O diagnóstico do endividamento, o estudo de capacidade de pagamento, as propostas técnicas, a condução das negociações e o novo cronograma consolidado da dívida.

Erros que custam caro

Benefícios para a empresa

Referências

Por José Antonio Bastos, administrador (CRA) e consultor financeiro da AB1.

Quer avaliar o seu caso?

Conte a situação da empresa e receba uma orientação inicial da AB1.

Conversar no WhatsApp