O problema
O empresário brasileiro convive com dezenas de tributos, regras que mudam todo ano e a sensação permanente de estar pagando demais - ou, pior, de estar errando sem saber. A reforma tributária sobre o consumo, em fase de transição, acrescenta uma camada de incerteza. No dia a dia, o imposto acaba sendo tratado como fatalidade e não como custo gerenciável.
Por que acontece
Muitas empresas permanecem anos no mesmo regime tributário sem refazer as contas. O Simples Nacional nem sempre é a opção mais barata: dependendo da folha, da margem e da atividade, o Lucro Presumido ou o Lucro Real pode custar menos. Há ainda erros de classificação fiscal de produtos, créditos não aproveitados, pró-labore mal dimensionado e, principalmente, preços formados sem considerar corretamente os tributos.
O que precisa mudar
- Refaça o comparativo entre regimes todo fim de ano, com os números reais da empresa. A escolha vale para o ano inteiro.
- Revise com o contador a classificação fiscal dos produtos, os benefícios estaduais aplicáveis e os créditos a que a empresa tem direito.
- Inclua os tributos na formação de preço - na alíquota efetiva, não na "de cabeça".
- Provisione os impostos no fluxo de caixa. Imposto atrasado é a dívida mais cara e a que mais trava o crédito.
- Mantenha a regularidade fiscal: certidões negativas são exigência para qualquer financiamento com recursos públicos.
- Se já existe passivo, avalie parcelamentos e transações tributárias antes que o débito vire restrição.
Tributos e acesso a crédito
Bancos de fomento exigem certidões em dia. Uma empresa com passivo tributário sem parcelamento simplesmente não contrata FCO nem BNDES. Regularizar a situação fiscal é, muitas vezes, o primeiro passo do projeto de crédito.
Como a AB1 ajuda
Não substituímos o contador: trabalhamos junto com ele. Medimos o peso dos tributos no resultado e no caixa, incorporamos o planejamento tributário às projeções e preparamos a empresa, do ponto de vista cadastral e fiscal, para acessar crédito de longo prazo.
Por José Antonio Bastos, administrador (CRA) e consultor financeiro da AB1.


