O problema
Contratar mal custa caro: recrutamento, treinamento, erros, rescisão e, depois, tudo de novo. A rotatividade alta destrói produtividade e sobrecarrega quem fica - geralmente o dono. Ao mesmo tempo, os bons profissionais recebem propostas de empresas maiores, com salário e benefícios que a pequena empresa não consegue igualar.
Por que acontece
Na maioria das pequenas empresas não existe descrição de cargo, o processo seletivo é feito às pressas, o treinamento é "vai aprendendo" e ninguém sabe o que precisa fazer para crescer. Sem perspectiva e sem reconhecimento, o funcionário bom vai embora; o mediano fica.
O que precisa mudar
- Defina o que o cargo entrega antes de contratar. Contrate por atitude e treine a técnica.
- Estruture a integração: os primeiros 30 dias definem se a pessoa fica.
- Crie faixas salariais simples e critérios claros de evolução.
- Implante remuneração variável ligada a metas mensuráveis - vendas, margem, produtividade, inadimplência. Participação nos resultados alinha interesses e cabe no caixa, porque só é paga quando o resultado existe.
- Dê retorno frequente. Conversa individual mensal custa pouco e evita surpresas.
- Invista em capacitação. Programas do Sebrae e do Sistema S têm custo baixo e retorno alto.
O lado financeiro
Folha é, em geral, o maior custo fixo. Antes de contratar, meça a produtividade: faturamento e margem por funcionário. Contratar para resolver desorganização só aumenta o custo; contratar para sustentar crescimento planejado é investimento.
Como a AB1 ajuda
Incluímos a estrutura de pessoal no planejamento financeiro da empresa, dimensionamos o impacto de contratações e programas de remuneração variável no resultado e no caixa, e levamos capacitação em finanças para gestores e equipes por meio de palestras e treinamentos.
Por José Antonio Bastos, administrador (CRA) e consultor financeiro da AB1.


