O problema
O boleto que venceu, o cliente que reclamou, o fornecedor que não entregou, o funcionário que faltou. Na empresa sem planejamento, o dia é ocupado por urgências e o importante nunca chega. As decisões grandes - abrir filial, comprar máquina, trocar de ponto - são tomadas por impulso ou por oportunidade, sem conta feita.
Por que acontece
Planejamento é associado a documentos longos que ninguém lê. Como o curto prazo aperta, parece não sobrar tempo. E, sem números confiáveis, qualquer plano vira palpite. O ciclo se repete: não planeja porque apaga incêndio, apaga incêndio porque não planeja.
O que precisa mudar
- Comece pequeno: defina três a cinco objetivos para os próximos doze meses, com meta numérica e responsável.
- Monte um orçamento anual simples - receitas, custos, despesas e investimentos por mês - e compare com o realizado todo mês.
- Use o Balanced Scorecard como roteiro: objetivos financeiros, de clientes, de processos internos e de pessoas, ligados entre si.
- Faça uma reunião mensal de resultados. Trinta minutos, sempre na mesma data, olhando os mesmos indicadores.
- Antes de qualquer investimento relevante, faça o estudo de viabilidade: quanto custa, quanto retorna, em quanto tempo e como será financiado.
- Tenha um plano de contingência para o caixa: o que cortar e o que adiar se a receita cair 20%.
Planejamento e crédito
Bancos de fomento financiam projetos, não urgências. A empresa que planeja o investimento com antecedência consegue prazos longos, carência e juros menores. A que decide na véspera paga a linha que estiver disponível.
Como a AB1 ajuda
Elaboramos planos de negócio e planejamento financeiro com metodologia Balanced Scorecard e estudos de viabilidade que dão base à decisão de investir - e que servem, depois, como peça central do pedido de financiamento.
Por José Antonio Bastos, administrador (CRA) e consultor financeiro da AB1.


