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Não sabe precificar? Como parar de vender barato e trabalhar com margem baixa

Multiplicar o custo por dois não é formação de preço. Sem conhecer custos, tributos e margem de contribuição, a empresa pode estar pagando para vender.

O problema

Muitos empresários definem preço olhando o concorrente ou aplicando um multiplicador sobre o custo de compra. Funciona até o dia em que os custos sobem, o imposto muda ou o desconto vira regra. Aí a empresa vende muito, trabalha muito e não sobra nada. Vender mais com margem negativa só aumenta o prejuízo.

Por que acontece

Falta informação de custos. Despesas fixas não são rateadas, tributos e taxas de cartão são esquecidos, comissões e fretes ficam de fora e o pró-labore do dono não entra na conta. Além disso, há o medo de perder o cliente: o preço é o primeiro argumento do vendedor despreparado.

O que precisa mudar

Um exemplo rápido

Produto com custo de R$ 50, despesas variáveis de 18% e meta de 22% para cobrir custos fixos e lucro: preço = 50 ÷ (1 − 0,40) = R$ 83,33. Pelo "custo vezes dois", sairia por R$ 100 - caro demais para o mercado - ou, no "custo mais 40%", por R$ 70, abaixo do necessário.

Como a AB1 ajuda

Estruturamos a apuração de custos, a margem de contribuição por produto e o ponto de equilíbrio, e conectamos o preço às metas de resultado do planejamento financeiro.

Por José Antonio Bastos, administrador (CRA) e consultor financeiro da AB1.

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