Para quem a linha se destina
Pessoas jurídicas de direito privado - e empresários individuais, inclusive MEI - com empreendimento no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso ou Mato Grosso do Sul, dos setores industrial, agroindustrial, mineral, de turismo, comércio, serviços, infraestrutura e inovação. O fundo é administrado pelo Banco do Brasil, segundo a programação aprovada pelo Condel/Sudeco, e também é operado por instituições repassadoras: bancos cooperativos, cooperativas de crédito, BRB e agências estaduais de fomento.
O porte da empresa define taxa, limite financiável e prioridade:
| Porte | Faturamento bruto anual |
|---|---|
| Microempreendedor individual (MEI) | até R$ 81 mil |
| Microempresa | até R$ 360 mil |
| Pequena empresa | acima de R$ 360 mil até R$ 4,8 milhões |
| Pequena-média empresa | acima de R$ 4,8 milhões até R$ 16 milhões |
| Média empresa (Médio I) | acima de R$ 16 milhões até R$ 90 milhões |
| Média-grande empresa (Médio II) | acima de R$ 90 milhões até R$ 300 milhões |
| Grande empresa | acima de R$ 300 milhões |
Para empresa em implantação, vale a previsão de faturamento do primeiro ano de operação.
O que financia
Todos os bens e serviços necessários à implantação, ampliação, modernização, adequação ambiental ou relocalização do empreendimento, em cinco linhas: Desenvolvimento Industrial, Infraestrutura Econômica, Turismo Regional, Comércio e Serviços, e Ciência, Tecnologia e Inovação.
- Obras civis, instalações, máquinas e equipamentos nacionais (ou importados sem similar nacional).
- Capital de giro associado ao investimento: até 30% do valor financiado (33% para MEI).
- Capital de giro dissociado, com teto por porte: de R$ 35 mil (MEI) e R$ 500 mil (micro) até R$ 2,5 milhões (média-grande e grande).
- Caminhões, furgões e ambulâncias novos ou com até 4 anos; ônibus e vans para turismo, transporte escolar e de funcionários.
- Geração de energia: fotovoltaica, PCH, CGH, biomassa, biogás e eólica.
Não são financiáveis, entre outros: terrenos sem edificação, imóveis prontos, veículos de passeio, pagamento de dívidas, imóveis para venda ou locação (com exceções para galpões logísticos), motéis e apart-hotéis.
Prazo e carência
| Finalidade | Prazo total | Carência incluída |
|---|---|---|
| Investimento e giro associado - indústria, comércio, serviços e turismo | até 12 anos | até 3 anos |
| Meios de hospedagem | até 20 anos | até 5 anos |
| Infraestrutura econômica (inclusive energia) | até 15 anos, podendo chegar a 20 em projetos estruturantes | até 5 anos |
| Caminhões | até 10 anos | até 2 anos |
| Capital de giro dissociado | até 24 meses (48 meses na linha industrial) | até 6 meses |
| MEI - investimento | até 36 ou 48 meses, conforme a linha | até 3 meses |
Empresas controladas e dirigidas por mulheres (até porte pequeno-médio) têm até 1 ano a mais de carência e até 2 anos a mais de prazo.
Taxa de juros de acordo com o porte da empresa
Taxas prefixadas para investimento (com giro associado), em % ao ano - referência: Programação FCO 2026, 1ª edição (janeiro de 2026). As taxas prefixadas são recalculadas em janeiro e julho; a taxa contratada vale até o fim do contrato.
| Porte | Município prioritário, pagando em dia | Município prioritário, sem bônus | Demais municípios, pagando em dia | Demais municípios, sem bônus |
|---|---|---|---|---|
| MEI, micro e pequena (até R$ 4,8 mi) | 9,79% | 10,57% | 10,77% | 11,72% |
| Pequena-média e média (R$ 4,8 a 90 mi) | 11,68% | 12,79% | 13,08% | 14,43% |
| Média-grande (R$ 90 a 300 mi) | 14,82% | 16,49% | 16,92% | 18,95% |
| Grande (acima de R$ 300 mi) | 16,71% | 18,71% | 19,23% | 21,67% |
Capital de giro dissociado custa mais: de 12,94% (pequenas, município prioritário, com bônus) a 23,07% ao ano (grandes, demais municípios, com bônus). Projetos de inovação têm as menores taxas - 8,53% (até R$ 1 milhão) e 11,05% ao ano - e infraestrutura de água, esgoto e logística, 10,42% ao ano, nas mesmas condições de município prioritário e pagamento em dia. Há também a opção pós-fixada: IPCA mais parcela fixa.
Quanto do projeto pode ser financiado
| Porte | Faixa de fronteira, RIDE-DF e média renda com baixo dinamismo | Média renda com médio e alto dinamismo | Municípios de alta renda |
|---|---|---|---|
| MEI, micro e pequena | 100% | 100% | 100% |
| Pequena-média | 100% | 95% | 90% |
| Média | 90% | 80% | 70% |
| Média-grande e grande | 80% | 70% | 60% |
O restante é contrapartida de recursos próprios; gastos do projeto pagos nos seis meses anteriores à carta-consulta podem ser aceitos como contrapartida. O teto de assistência é de R$ 20 milhões por tomador ao ano (até R$ 100 milhões em projetos de alta relevância) e o endividamento máximo no fundo é de R$ 100 milhões por grupo (até R$ 400 milhões, excepcionalmente).
Outros pontos importantes
- Carta-consulta digital, no portal gov.br, é obrigatória para financiamentos a partir de R$ 500 mil e precisa da anuência do Conselho de Desenvolvimento do estado (CDE). Abaixo disso, basta a proposta ao banco.
- A carta-consulta pode ser preenchida por consultor autorizado pela empresa; aprovada, vale 360 dias, prorrogáveis.
- A anuência do CDE não garante o crédito: o banco analisa viabilidade, cadastro, capacidade de pagamento e garantias.
- Projetos prioritários em 2026: FCO Verde, energia renovável, saúde, educação, turismo, agroindústria, vestuário, inovação e infraestrutura logística.
- São exigidas regularidade fiscal, trabalhista e ambiental, e o banco não pode exigir reciprocidade (venda casada).
- Empresas em implantação podem capitalizar os juros durante a carência.
Como a AB1 ajuda
O FCO é a nossa origem. Fazemos o enquadramento, preenchemos a carta-consulta, elaboramos o projeto técnico com estudo de viabilidade (TIR, VPL e payback) e acompanhamos a tramitação até a liberação dos recursos.
Condições de referência, sujeitas a alteração. Taxas, limites, prazos e regras de enquadramento são revistos periodicamente pelas instituições; confirme sempre as condições vigentes antes de decidir - a AB1 faz essa verificação em cada projeto. Crédito sujeito a análise e aprovação da instituição financeira.
Por José Antonio Bastos, administrador (CRA) e consultor financeiro da AB1.


