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Fluxo de caixa apertado e falta de capital de giro: por que o dinheiro some e como recuperar o fôlego

A empresa vende, tem lucro no papel e mesmo assim falta dinheiro no dia 5. O problema quase sempre está no ciclo financeiro - e tem conserto.

O problema

A cena é conhecida: o mês fecha com vendas boas, o contador mostra lucro, mas a conta bancária vive no limite. O empresário cobre a folha com cheque especial, antecipa recebíveis toda semana e atrasa um fornecedor para pagar outro. Lucro e caixa são coisas diferentes - e é a falta de caixa, não a falta de lucro, que quebra a maior parte das pequenas empresas.

Por que acontece

Na maioria dos casos o aperto nasce do descasamento de prazos. A empresa paga o fornecedor em 28 dias, mantém o estoque parado por 45 e recebe do cliente em 60. Esse intervalo é o ciclo financeiro, e alguém precisa financiá-lo. Quando não há capital de giro próprio, quem financia é o banco, na linha mais cara que existe. Somam-se a isso retiradas dos sócios sem critério, crescimento de vendas sem planejamento (crescer consome caixa) e investimentos em máquinas e reformas pagos com dinheiro de curto prazo.

O que precisa mudar

Alternativas de crédito

Os fundos constitucionais e o BNDES financiam capital de giro associado ao investimento, com carência e prazos que o crédito comercial não oferece. Para quem tem imóvel urbano, o crédito com garantia imobiliária permite alongar a dívida em até 240 meses e reduzir drasticamente a parcela mensal.

Como a AB1 ajuda

Fazemos o diagnóstico do ciclo financeiro, dimensionamos a necessidade real de capital de giro e estruturamos a operação de crédito adequada - ou a renegociação das dívidas atuais - para que o caixa volte a acompanhar o resultado.

Por José Antonio Bastos, administrador (CRA) e consultor financeiro da AB1.

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